O medo e o nojo, assim como a alegria, a tristeza e a raiva, são emoções básicas, primitivas. Nós já nascemos com a capacidade de senti-las – e dificilmente nos livramos delas ao longo da vida.
Alguns têm medo de avião, outros, de aranhas. E muitos (muitas, principalmente) odeiam baratas. Só aqui no Mulher 7×7 estamos assim:
“Se tiver filho, namorado, amigo , enfim um HOMEM perto, eu não mato mesmo. E se tiver que matar sinto um nojo brutal. Dou grito e corro de barata voadora” – Ruth
“Sempre tive nojo, sempre corri delas. Mas sabe que depois que tive meus filhos fiquei mais corajosa? Passei a matar mais, fiquei achando até que era um bom exemplo pra eles não serem frescos. Não digo que mato com prazer rs. Se tiver marido em casa, prefiro que ele mate. Mas, não tendo jeito, vou pra cima dela que nem uma leoa!” - Martha
“Mato quase na boa, mas nunca colocaria a mão! Dica fresca: enfiar o pé em um saquinho plástico antes de pisar no bicho.” – Mariana
“Eu não piso nem calçada, quanto mais com saco plástico! Me dá ânsia de vômito!” - Isabel
“Tenho PAVORRRRRRRRRRRR de barata. Sei que uma editora que fez a edição de A Metamorfose, de Kafka, com capa de baratas, não vendeu nada, porque a mulherada tinha horror. Tiveram que recolher os livros e fazer outra capa.” – Kátia
“Eu mato. Mas não ajunto nem jogo fora. Aí já é demais.” - Marcela
Também odeio baratas – ah, jura?! Até mato, mas a coisa muda de figura quando elas são voadoras. Ou quando me dão um baile e entram em algum lugar absurdo. Uma vez gritei de nojo, horror e raiva ao ver uma se esconder na pia da cozinha. Ninguém merece!
E você, qual a sua relação com as baratas: consegue matar ou chama alguém?
É normal ter nojo ou medo. Mas, às vezes, as emoções são tão fortes que atrapalham a vida das pessoas. Era o caso das seis voluntárias desse estudo sobre tratamento da fobia a baratas realizado pela Universidade Jaume, na Espanha. Uma delas queria vender um apartamento depois de ver o inseto num cômodo; e duas ficaram por duas horas em cima de uma mesa, esperando alguém chegar para matar a barata que tinham visto no chão.
Para ajudá-las a superar o problema, os pesquisadores decidiram testar uma nova tecnologia, a realidade aumentada, que permite misturar imagens reais e virtuais. No caso, os pesquisadores juntaram a imagem das mãos das voluntárias com as de uma horda de baratas.

É sabido que ter contato com o objeto da fobia – sejam baratas, cobras, altura ou avião – é uma forma eficiente de tratamento. Mas é também traumática e muita gente desiste antes mesmo de encarar o desafio. Os cientistas queriam, então, saber se o contato virtual produziria o mesmo efeito, com menos desistências.
Outros experimentos mostraram que a realidade virtual – quando a pessoa olha, na tela do computador ou com óculos, um cenário virtual – foi bem-sucedida no tratamento de fobias de aranha e altura. É mais fácil encarar uma aranha e um penhasco virtuais antes de topar com os reais, não é mesmo?
Na experiência espanhola, as voluntárias usaram uma câmera acoplada à cabeça (foto à direita) e viam baratas de todos os tamanhos mexendo as anteninhas e até caminhando sobre suas mãos (foto à esquerda).
A sessão kafkiana durou três horas e teve resultados surpreendentes, segundo a reportagem da Technology Review. Depois do tratamento, as mulheres foram aprovadas em dois testes: conseguiram andar em uma sala onde havia uma barata e até colocaram a mão, por alguns segundos, dentro de um pote com o inseto (por este teste eu não passo, tenho certeza!).
Os resultados foram tão animadores que outros cientistas devem usar a técnica para outras fobias. O que você acha da ideia? Será que as baratas virtuais nos ajudam a lidar com as reais?
Talvez um bom começo para achá-las mais simpáticas é assistir ao filme Joe e as Baratas. Assim, cantando, até que dá para encarar!
Alguns têm medo de avião, outros, de aranhas. E muitos (muitas, principalmente) odeiam baratas. Só aqui no Mulher 7×7 estamos assim:
“Se tiver filho, namorado, amigo , enfim um HOMEM perto, eu não mato mesmo. E se tiver que matar sinto um nojo brutal. Dou grito e corro de barata voadora” – Ruth
“Sempre tive nojo, sempre corri delas. Mas sabe que depois que tive meus filhos fiquei mais corajosa? Passei a matar mais, fiquei achando até que era um bom exemplo pra eles não serem frescos. Não digo que mato com prazer rs. Se tiver marido em casa, prefiro que ele mate. Mas, não tendo jeito, vou pra cima dela que nem uma leoa!” - Martha
“Mato quase na boa, mas nunca colocaria a mão! Dica fresca: enfiar o pé em um saquinho plástico antes de pisar no bicho.” – Mariana
“Eu não piso nem calçada, quanto mais com saco plástico! Me dá ânsia de vômito!” - Isabel
“Tenho PAVORRRRRRRRRRRR de barata. Sei que uma editora que fez a edição de A Metamorfose, de Kafka, com capa de baratas, não vendeu nada, porque a mulherada tinha horror. Tiveram que recolher os livros e fazer outra capa.” – Kátia
“Eu mato. Mas não ajunto nem jogo fora. Aí já é demais.” - Marcela
Também odeio baratas – ah, jura?! Até mato, mas a coisa muda de figura quando elas são voadoras. Ou quando me dão um baile e entram em algum lugar absurdo. Uma vez gritei de nojo, horror e raiva ao ver uma se esconder na pia da cozinha. Ninguém merece!
E você, qual a sua relação com as baratas: consegue matar ou chama alguém?
É normal ter nojo ou medo. Mas, às vezes, as emoções são tão fortes que atrapalham a vida das pessoas. Era o caso das seis voluntárias desse estudo sobre tratamento da fobia a baratas realizado pela Universidade Jaume, na Espanha. Uma delas queria vender um apartamento depois de ver o inseto num cômodo; e duas ficaram por duas horas em cima de uma mesa, esperando alguém chegar para matar a barata que tinham visto no chão.
Para ajudá-las a superar o problema, os pesquisadores decidiram testar uma nova tecnologia, a realidade aumentada, que permite misturar imagens reais e virtuais. No caso, os pesquisadores juntaram a imagem das mãos das voluntárias com as de uma horda de baratas.
É sabido que ter contato com o objeto da fobia – sejam baratas, cobras, altura ou avião – é uma forma eficiente de tratamento. Mas é também traumática e muita gente desiste antes mesmo de encarar o desafio. Os cientistas queriam, então, saber se o contato virtual produziria o mesmo efeito, com menos desistências.
Outros experimentos mostraram que a realidade virtual – quando a pessoa olha, na tela do computador ou com óculos, um cenário virtual – foi bem-sucedida no tratamento de fobias de aranha e altura. É mais fácil encarar uma aranha e um penhasco virtuais antes de topar com os reais, não é mesmo?
Na experiência espanhola, as voluntárias usaram uma câmera acoplada à cabeça (foto à direita) e viam baratas de todos os tamanhos mexendo as anteninhas e até caminhando sobre suas mãos (foto à esquerda).
A sessão kafkiana durou três horas e teve resultados surpreendentes, segundo a reportagem da Technology Review. Depois do tratamento, as mulheres foram aprovadas em dois testes: conseguiram andar em uma sala onde havia uma barata e até colocaram a mão, por alguns segundos, dentro de um pote com o inseto (por este teste eu não passo, tenho certeza!).
Os resultados foram tão animadores que outros cientistas devem usar a técnica para outras fobias. O que você acha da ideia? Será que as baratas virtuais nos ajudam a lidar com as reais?
Talvez um bom começo para achá-las mais simpáticas é assistir ao filme Joe e as Baratas. Assim, cantando, até que dá para encarar!

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