A melhoria da docência nas escolas públicas no Brasil passa pela reorganização do tempo, de salários decentes e demais condições básicas de trabalho. Tal pauta é tratada com descaso pelos nossos governantes. Como falar de qualidade se há uma sobrecarga de turmas e alunos para o professor? Para não citar os inumeráveis problemas políticos, legais, sociais entre outros que nos impede de exercer a docência. Enquanto, as políticas públicas desconsiderarem os problemas citados qualquer discurso de melhoria do sistema educacional brasileiro se enquadra no plano da retórica.
A forma como se dá a organização do trabalho docente na educação básica brasileira é um desestimulo a qualquer mortal. Como inovar em condições precárias de trabalho? No Brasil, o desestimulo é maior do que o estimulo a docência. Para o educador brasileiro com a auto-estima lá embaixo é um desafio buscar formas de se auto-motivar e motivar seus alunos e alunas.
Vamos ser sinceros, pois não encontramos o apoio necessário as nossas atividades docentes. Fala-se muito e se faz muito pouco pela educação e por aqueles que se dedicam a tal oficio em condições tão precárias e desumanas.
Apesar das dificuldades de todo tipo que não surgem do nada e, portanto, tem razões bem ao estilo das políticas públicas brasileiras que são pensadas para desmobilizar, desestruturar e desmotivar a docência, sempre há alguma possibilidade para aqueles que querem criar para não se entregar ao comodismo, a passividade e as aulas enfadonhas.
Como professor do cenário apontado, vivencio cotidianamente tais problemas, que não deve ser muito diferente da maioria dos demais colegas brasileiros. Na tentativa, de buscar motivação pessoal, profissional e melhorar a participação dos alunos e alunas nas aulas de Geografia, enveredei pela internet em busca de algo que pudesse ajudar a amenizar a situação.
Como entusiasta das tecnologias da informação e comunicação sempre procurei integrá-las a minha prática docente. Quero aqui relatar como integrei as TIC as aulas de de Geografia.
Querendo usar o laboratório de informática da escola, deparei-me com computadores encaixotados (mais de um ano para sair das caixas e mais um ano para uma senha chegar de uma cidade distante) e mesmo que estivessem instalados não haveria condições estruturais (ambiente) e técnicas (conexão e equipamentos) adequadas a minha proposta tecnológica.
Para realizá-la, a conexão com a internet seria decisiva. Foi, então, que optei em transformar as atividades em estudo a distância. Ou seja, todos poderiam realizar as atividades conforme seu ritmo e interesse. A liberdade para acessar fora do ambiente escolar e no tempo desejado por cada um contribuiu bastante para quebrar a rigidez dos horários e o sucesso da proposta para um público tão dinâmico.
Criei o Ambiente Virtual de Aprendizagem para Geografia. Conhecedor das plataformas Dokeos e Moodle não foi difícil definir a mais adequada para o perfil deles e realizar a distância o que foi impossível presencialmente. A interface da plataforma Dokeos superar qualquer outra em funcionalidade e recursos interativos e de autoria. Diferente das outras plataformas, qualquer recurso pode ser facilmente integrado as rotas de aprendizagem.
Entre as possibilidades é possível integrar sites, vídeos, animações, podcast as atividades online. Ainda é possível agregar fórum, chat, enquetes e questões objetivas e subjetivas para cada módulo de estudo.
Destaquei em cada unidade alguns temas da Geografia e elaborei as atividades onlines. No AVA, foi disponibilizado conteúdo digital e tantos outros recursos que a internet disponibiliza a um click. Com bastante interatividade, as aulas de Geografia “virtual” logo ganharam a adesão do público adolescente.
No ambiente, fóruns, chat e enquetes tinham a participação em massa de todos que se matricularam nas aulas online. Muitas dificuldades surgiram, mas conseguir firmar as atividades como uma excelente proposta que extrapolaram o limitado espaço físico da escola.
, uma revolução nos seus estudos futuros.Autor: Alberto Alves Amorim, Pós-Graduando em EAD pela UNEB/UAB. Entusiasta do Software Livre como filosofia educacional, da aplicação das TIC no ambiente escolar e do Linux como sinônimo de liberdade.



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