Pesquisa afirma que tecnologia aumenta a diversidade das redes de relacionamento sem afetar os contatos mais próximos
REDAÇÃO ÉPOCA
SOCIÁVEIS
Ao contrário do que se imaginava, os internautas não deixaram de encontrar seus amigos pessoalmente
Ao contrário do que se imaginava, os internautas não deixaram de encontrar seus amigos pessoalmente
Se você não vê seus melhores amigos faz tempo e prefere ficar na internet a conversar pessoalmente com seus vizinhos ou familiares, cuidado: você é uma exceção, e a culpa provavelmente é só sua. Um estudo divulgado nesta quinta-feira (12) pelo instituto Pew Internet & American Life Project confirmou que, ao contrário do que os especialistas pensavam até hoje, a proliferação da internet e da telefonia celular não tornou as pessoas mais distantes.
A pesquisa, realizada com 2.512 pessoas nos Estados Unidos entre julho e agosto deste ano, reforça os argumentos de quem defende as redes sociais como uma maneira de aumentar os círculos de amigos. Segundo os resultados obtidos, os internautas têm redes de relacionamentos maiores e mais diversificadas que pessoas com a mesma faixa etária, educação e sexo, mas sem acesso à internet. Eles também se mostraram mais propensos a fazer amizades com pessoas de culturas e raças diferentes.
Os entrevistados também demonstraram que a internet não reduziu a participação em atividades comunitárias ou o número de encontros com amigos e vizinhos. A conversa face-a-face continua sendo a forma de comunicação mais frequente com os amigos mais próximos (210 dias por ano), à frente do celular (195 dias), do telefone fixo e das mensagens de texto (ambos usados 125 dias por ano).
O número de pessoas isoladas socialmente permaneceu estável desde 1985. Segundo a pesquisa, apenas 6% dos entrevistados não têm amigos com quem podem conversar sobre assuntos pessoais - número semelhante ao observado na década de 80, antes que a internet e o celular se popularizassem. O estudo desmente uma pesquisa divulgada em 2006, que dizia que o número de solitários havia triplicado por culpa da tecnologia.



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