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sábado, 3 de março de 2012

A enxaqueca do orgasmo – quando gozar dá uma verdadeira dor de cabeça

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Cefaléia orgástica, já ouviu falar?
A única dor de cabeça ligada a sexo que eu conhecia era aquela usada para driblar o marido empolgadão, virar para o lado e apagar o abajur (beijo, amor!). Quem nunca? Ontem, descobri que existem mais de 250 tipos de dor de cabeça e que uma em cada cem pessoas sofre com a cefaléia do orgasmo. Isso representa cerca de dois milhões de brasileiros!
Em entrevista ao Sexpedia, o neurologista Abouch Krymchantowiski (soletrar o nome dele já me faz querer uma aspirina) explicou as características dessa doença que “destrói a vida sexual dos pacientes”. Durante a transa, segundos antes de atingir o ápice da excitação, a pessoa sente uma dor fortíssima, explosiva e difusa – ela não se concetra em uma região só, como a nuca, mas em todo o crânio. E ali, na melhor parte do bem-bom, o incômodo é tanto que o ato precisa ser interrompido. Em poucos minutos, a dor passa. Se insistir no orgasmo, pode ficar 48h com a cabeça latejando (a de cima, que fique claro).

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Mas por que isso acontece? Segundo o especialista, existem algumas teorias, como uma dilatação súbita no calibre dos vasos sanguíneos do cérebro. Como é uma dor pouco prevalente, que ocorre em cerca de 1,2%, as indústrias farmacêuticas não investem em pesquisas específicas para ela. “É mais comum em quem já tem enxaqueca”, afirma Krymchantowiski. “Acredita-se que essas pessoas tenham uma disfunção no controle anti-dor do cérebro, sistema que produz endorfina”.

Neurologista afirma que cerca de 1% da população sofre com este tipo de dor de cabeça
A cefaléia orgásmica tem tratamento: uma combinação de antiinflamatórios com remédios para aliviar a dor. Mas é preciso procurar um neurologista especializado em dor de cabeça e fazer acompanhamentos por exames, como ressonância e tomografia. “Alguns pacientes declararam ter a dor há muito tempo, mas achavam que era psicológico”, diz o especialista membro da American Headache Society e da International Headache Society.
Para ele, os números são subestimados por vergonha e tabu – e porque os médicos não sabem diagnosticar o problema. “Muita gente sofre anos em silêncio e passa até a evitar a vida sexual”. O curioso é que os homens são os que mais reclamam deste tipo de dor e procuram ajuda depois de repetir tanto “hoje, não, querida”.

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