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sábado, 5 de setembro de 2009

Faltam recursos para conter mudança climática, diz texto do G20

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da Reuters, em Londres

O mundo precisa "urgente e substancialmente" levantar fundos para combater as mudanças climáticas, disse um esboço de documento preparado para uma reunião de ministros financeiros de todo o mundo, que ocorre em Londres nesta sexta e no sábado.

O grupo do G20 evitou fazer estimativas em dólar, citando em vez disso um estudo do Banco Mundial segundo o qual somente o mundo em desenvolvimento precisará de mais de US$ 100 bilhões por ano até 2030.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse em julho que os ministros das Finanças devem apresentar relatórios sobre recursos para o clima numa cúpula do G20 marcada para 24 e 25 de setembro em Pittsburgh --suscitando expectativas de avanços esta semana em Londres.

Os recursos para enfrentar as mudanças climáticas se dividem entre os necessários para reduzir as emissões dos gases estufa que alimentam o problema, e, de outro lado, aqueles necessários para preparar o mundo para enfrentar mais secas, enchentes e elevação dos mares. Os dois tipos são conhecidos respectivamente como mitigação e adaptação.

"Existe um grande abismo financeiro entre as necessidades projetadas e as fontes atuais de recursos", disse o documento provisório de seis páginas.

"Os recursos para a mitigação e a adaptação terão que ser aumentados urgente e substancialmente e devem mobilizar recursos para ajudar os países em desenvolvimento a tomar medidas, começando no curto prazo."

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O relatório, não datado mas redigido após a cúpula do G8 em julho na Itália, foi mais específico em relação às opções para o setor privado.

Isso pode desagradar a alguns países em desenvolvimento e grupos ambientalistas, que querem comprometimentos inequívocos dos governos para ajudar os países em desenvolvimento.

O relatório é favorável, por exemplo, aos mercados de carbono como possível fonte de recursos do setor privado, citando uma estimativa do Tesouro australiano segundo a qual o mundo desenvolvido poderia gastar US$ 80 a 160 bilhões até 2020 com a redução de emissões em países em desenvolvimento, com isso ganhando o direito de poluir em seus próprios países.

O processo do G20 faz parte de um calendário lotado de encontros que visam impulsionar as negociações da ONU para chegar a um novo tratado climático global em Copenhague em dezembro.

Com relação às finanças públicas, o documento levantou perguntas sobre como a conta climática deve ser dividida, por exemplo se países em desenvolvimento que crescem mais rapidamente também devem pagar, e se os compromissos ao nível de países devem ser decididos segundo critérios de riqueza nacional, emissões de carbono ou outros.

O relatório não mencionou que organismo global deve alocar o dinheiro. O nível de financiamento e sua alocação são questões complicadas nas conversações de Copenhague, em que os países em desenvolvimento pedem mais voz para determinar como são gastas as contribuições dos países ricos.

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