
As questões de privacidade na maior rede social do mundo já estão circulando há algum tempo. Quem lê meus posts? Qualquer um pode me taguear? Para onde vão meus dados? A boa notícia é que, graças à iniciativa de um austríaco e a uma lei europeia, esse quadro nebuloso está prestes a mudar – até pra nós, brasileiros.
Ainda em 2011, o estudante de direito Max Schrems estudou os complicados termos de privacidade da companhia e solicitou ao Facebook que lhe enviasse todos arquivos que a rede social mantinha sobre os seus três anos como usuário. O resultado? Um CD com 1.222 páginas de informações sobre seus amigos, gostos e opinões (incluindo mensagens já deletadas). Com os dados em mãos, Max expôs a notícia ao mundo – mais de 40.000 mil pessoas fizeram a mesma solicitação – e criou a organização Europe versus Facebook.
Tá, uma campanha legal, mas onde entra o Brasil? É que, de acordo com as regras do Facebook, qualquer um dos mais de 800 milhões de usuários da rede social – que não sejam dos Estados Unidos ou do Canadá – tem um contrato com a sede da empresa na Irlanda. E como a União Europeia publicou, em 25 de janeiro, uma nova lei de privacidade na web, os dados verde-e-amarelos (e do resto do planeta) também estão protegidos. Agora, as companhias têm de conseguir o consentimento explícito do usuário antes de usar suas informações pessoais e, caso o usuário solicite, são obrigadas a apagar para sempre os dados armazenados.
E aí, você acha que a nova regra vai funcionar? Ou tem medo do que o Facebook e outras companhias digitais podem continuar a fazer com seus dados?



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